Apesar de bastante apreciadas entre alguns nichos de mercado brasileiros, as séries de televisão não são tão difundidas como as telenovelas, mas têm grande importância na dramaturgia nacional. No entanto, o número de séries dramáticas brasileiras é um tanto pequeno se comparado ao de séries humorísticas. Isto se deve principalmente à apreciação do público pelas telenovelas, concorrentes diretas no gênero.
Evolução
Inicialmente, no período que compreende da criação da TV Tupi até 1963, quando as telenovelas passaram a ser diárias, as séries foram amplamente produzidas no Brasil.
A primeira série brasileira, Rancho Alegre, estreou na TV Tupi em 20 de setembro de 1950, dois dias após a inauguração da televisão brasileira. Estrelada por Mazzaropi, a atração humorística foi exibida até 1954. Em 1952 estreou a primeira série infantil brasileira, Sítio do Picapau Amarelo, baseada na obra de Monteiro Lobato, na TV Tupi. Em 1953 estreou na Tupi a primeira sitcom brasileira, Alô, Doçura!, baseado na estadunidense I Love Lucy.
Em 1954, a TV Record estréia Capitão 7, série de super-herói cujo nome representa o número do canal na capital paulista. Também na TV Record, a infantil A Turma do Sete estreou em 1959. Curiosamente, diferente do título, a tal turma era formada por oito integrantes. Isto se deveu ao teste de elenco feito por um garoto que foi tão bem sucedido que forçou a equipe a integrar mais uma personagem ao elenco.
As tramas policiais também tiveram vez com 22-2000 Cidade Aberta (1965-1966), da TV Globo, e O Vigilante Rodoviário(1961-1962), da TV Tupi.
Tradicional na televisão brasileira, A Família Trapo estreou em 1967 e foi ao ar até 1972. A série foi líder de audiência na televisão brasileira por três anos consecutivos e era transmitida ao vivo, com os erros de gravação indo ao ar. Seu formato foi adotado em séries posteriores, como Sai de Baixo de 1996, e Meu Cunhado, de 2004 — o segundo também estrelado por Ronald Golias, mas sem platéia.
A produção de séries infantis na TV Cultura atingiu ápice com Mundo da Lua, de 1991.
Nos anos 2000, a televisão brasileira "sofre" uma invasão de séries humorísticas, tais como Os Normais e A Grande Família (remake), de 2001, Sexo Frágil, de2003, Sob Nova Direção, A Diarista e Os Aspones de 2004, Minha Nada Mole Vida e Avassaladoras, a Série, de 2006, Toma Lá Dá Cá e O Sistema, de 2007 eDicas de um Sedutor, de 2008. Também é sucesso uma vertente demonstrada nos cinemas: a periferia. Com isto, são produzidas as séries Cidade dos Homens, de 2001, Turma do Gueto, de 2003, e Antônia, de 2006. As séries infantis contam com Ilha Rá-Tim-Bum, Vila Sésamo e Um Menino Muito Maluquinho.
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