quinta-feira, 27 de outubro de 2011

FATOS QUE MARCARAM O MUNDO

Terremoto no Haiti
Uma das maiores tragédias humanitárias da história, o terremoto que abalou o Haiti no dia 12 de janeiro trouxe custos irreparáveis para o frágil Haiti.
Porto Príncipe, a capital do Haiti, foi totalmente devastada pelo terremoto (Fonte: Newsweek)
Além de deixar mais de 250 mil mortos, o terremoto danificou as já precárias estruturas básicas do país mais pobre das Américas, dificultando operações de resgate e tratamento dos feridos. Meses após a tragédia, o país continua abalado, lidando com abandono e problemas vestigiais, como um surto de cólera que já matou mais de duas mil pessoas no país.

Resgate dos mineiros no Chile

No dia 13 de outubro, milhares de pessoas pararam para acompanhar, ao vivo, o resgate do grupo de mineiros soterrados no Chile. Os pouco mais de dois meses enterrados a uma profundidade de 700 metros foram física e psicologicamente debilitantes, mas ao menos trouxeram fama instantânea aos 33 mineiros, saudados como heróis após o resgate à La “Big Brother”. A solidariedade foi geral, e iniciativas não faltaram para amenizar o drama dos trabalhadores. Diariamente, eles recebiam aulas de ginástica, videogames e cartas de parentes e amigos.
Para ocupar o tempo ocioso, jogavam cartas e gravavam filmes mostrando sua vida subterrânea, lidando com bom humor com a situação dramática. Desde que retornaram à superfície, os mineiros vêm sendo tratados como verdadeiras estrelas. A mensagem de esperança e resiliência que transmitiram para o mundo provavelmente ficará eternamente associada ao ano de 2010. Pelo menos no que depender da indústria cinematográfica, que já prepara uma versão do drama para as telonas.

Comerciais da Coca-Cola








quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Clonagem

Fatos que marcaram época na TV e na Música

       Muitos atores e cantores marcaram história. Alguns morreram cedo, mas deixaram seu legado, outros permaneceram nas paradas de sucesso por mais de 3 décadas.

Saiba um pouco mais

Tancredo Neves





Tancredo de Almeida Neves (São João del-Rei, 4 de março de 1910 — São Paulo, 21 de abril de 1985) foi um advogado, empresário e político brasileiro.
Em 15 de janeiro de 1985 foi eleito presidente do Brasil pelo voto indireto de um colégio eleitoral, mas adoeceu gravemente, em 14 de março do mesmo ano, véspera da posse, morrendo 39 dias depois, sem ter sido empossado, tendo sido vítima, oficialmente, de diverticulite.
Apesar de ter falecido antes de ser empossado, pela lei nº 7.465, promulgada no primeiro aniversário de sua morte, seu nome deve figurar em todas as galerias de presidentes do Brasil. Tancredo foi o último mineiro a ser eleito presidente do Brasil no século XX, tendo o próximo presidente brasileiro natural de Minas Gerais, Dilma Rousseff, sido eleita somente em 2010.

Saiba mais
Ética e Cidadania

O Centro de Extensão Universitária (CEU - www.ceu.org.br) realizou em junho 2004, em São Paulo, o evento "Exercendo a Cidadania I", cujo objetivo foi apresentar de forma panorâmica e prática os diversos meios e canais disponíveis para o pleno exercício da cidadania em temas de vital importância para a sociedade.
O evento reuniu cerca de 300 pessoas, de diversos campos de atuação, que tiveram a oportunidade de participar e ouvir diversas autoridades no assunto.
Coordenado pelo Dr. Ives Gandra da Silva Martins, presidente do Centro de Extensão Universitária, os temas abordados estimularam os participantes a ter uma presença mais ativa nas diversas esferas da vida social, pautada por uma intensa defesa dos valores éticos.
O exercício da cidadania e os valores familiares e sociais
O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho abordou o tema "O exercício da cidadania e os valores familiares e sociais" (veja o artigo), explanando de forma brilhante sobre as raízes históricas da crise atual e como a defesa dos valores familiares e sociais constitui o cerne do exercício da cidadania que hoje se exige de todos os integrantes da sociedade.
Exemplificou como as organizações não governamentais possuem um enorme peso na vida pública e obrigam à uma ação responsável por parte dos governantes. Também falou sobre a importância do Ministério Público, e de porque a Imprensa é considerada um Quarto Poder, orientando inclusive a pauta de decisões do governo. Ressaltou a importância da participação das pessoas na forma de artigos de opinião, cartas e telefonemas aos meios de comunicação.
Concluiu a sua exposição dizendo que "a participação na condução dos destinos da sociedade, como manifestação de cidadania, não se limita à atividade política profissional ou ao exercício do direito de voto, mas revela-se fundamental para todo membro da sociedade, que não deve ser apenas sujeito passivo das decisões governamentais, mas sujeito ativo que influi positivamente no processo de tomada de decisão sobre a implementação do bem-comum numa sociedade civilizada e democrática".
Juntamente com o ministro, Margoth Giacomazzi Martins, juíza do trabalho, Paula Nelly Dionigi, Procuradora do Estado de São Paulo, e o Prof. Paulo Restiffe Neto, magistrado e diretor do Centro de Extensão Universitária, responderam às perguntas do público concernentes a esse tema. 

domingo, 16 de outubro de 2011

Programas infantis


Xuxa, uma apresentadora infantil da TV Brasileira.

Eliana, Uma das apresentadoras infantis da TV Brasileira.
Muito antes do advento de artistas infantis como Mara Maravilha, Xuxa, Eliana e Angélica, como era praxe, a TV Tupiimportou do rádio o primeiro programa infantil da televisão brasileira, o Clube do Guri (originalmente chamado deGurilândia). O programa durou 21 anos no ar (1955 - 1976), misturando crianças-prodígio e mães-corujas vigilantes. Entre as principais atrações do programa, estavam musicais, declamação de versos de Castro Alves e canções cominstrumentos musicais.
Mais tarde, a TV Tupi também emplacou outros sucessos infantis, como o Teatrinho Trol (1956 - 1966) e o Capitão Aza(1966 - 1979). Este último, além de suas atrações próprias, apresentava desenhos como Speed Racer e Corrida Maluca, além de outros clássicos como A Feiticeira e Jeannie é um Gênio, sendo pioneiro no formato do programa infantil que exibedesenhos animados.
A segunda geração dos programas infantis na televisão brasileira ficou a cargo da Rede Globo, responsável pela produção de célebres programas infantis como Capitão Furacão (1965 - 1969) que foi exibido pela e a primeira versão daVila Sésamo(1972 - 1977)
Um dos programas infantis mais famosos da televisão brasileira é o Sítio do Pica-Pau Amarelo,cuja primeira versão estreou em 1951 e durou até 1963 na TV Tupi,a sua segunda versão foi produzida pela Rede Globo de 1976 a 1986 e a terceira versão foi produzida em meados da década de 2000.As três versões tinham formatos diferentes,mas tinham praticamente os mesmos personagens.
Um outro expoente desse período foi o Balão Mágico que foi o primeiro infantil da televisão brasileira apresentado por crianças que foi exibido por 3 anos de 1983 a 1986.
A Eliana começou o seu primeiro programa infantil "Festolândia" na emissora SBT em 1991,ela foi considerada "Uma das melhores apresentadoras infantis da Televisão Brasileira",conquistou muitas crianças e foi a primeira apresentadora do programa "Bom Dia e cia." ainda está no ar na emissora SBT.Após sete anos no SBT e contratou com a TV RECORD,apresentou programa "Eliana e Alegria" sempre teve ótima audiência e derrotou a Xuxa em várias vezes e os seus programas infantis na Tv Record foram transmitidos em mais 53 países.Os programas infantis que foram apresentado por Eliana entra com suas músicas de sucessos como "Pop Pop","A Força do Mestre","Dona Felicidade" e principalmente o sucesso "Os Dedinhos" e vários músicas.A Eliana foi conhecida como "Eliana Dedinhos",ela fez grande sucesso na Televisão Brasileira como as outras grandes apresentadoras infantis Mara Maravilha, Xuxa eAngélica.
A terceira geração dos programas infantis da televisão brasileira teve ínicio nos primeiros anos da década de 1980,um novo formato de programas infantis.No qual,o formato era centrado na personalidade de suas apresentadoras.O primeiro programa a ter este formato foi O Bozo que começou em 1981 na então TVS futuro SBT, Depois veio o Clube da Criança,exibido pela Rede Manchete de 1984 a 1995 com várias apresentadoras. Neste programa foram reveladas os dois maiores ícones do período Xuxa e Angélica que posteriormente iriam para a Rede Globo,apresentar programas do mesmo formato.Em 1986 Xuxa se transferia para a Rede Globo para apresentar aquele programa que é o símbolo do período o Xou da Xuxa que duraria 6 anos e teria o formato exportado para vários países da América Latina.Em contraponto,na disputa pela audiência o SBT também usaria o mesmo formato com Mara Maravilha ,Simony, Eliana eMariane,até os primeiros anos da década de 90. Um marco para o fim dessa geraçao foi o se deu quando o programa Bozo acabou em 91, Esse também foi o unico programa que pegou o final da 2 geraçao dos programas infantis, Com o fim do bozo. Veio o fim do show da xuxa um ano depois. O formato ainda suspiraria em outras emissoras até os primeiros anos da década de 2000.
A quarta geração dos programas infantis da televisão brasileira teve ínicio nos primeiros anos da década de 90 e dura até hoje.O ínicio deste período foi a estréiaTV Colosso em 1993,na Rede Globo e a substituição gradativa das apresentadoras por crianças e ou adolescentes no comando dos programas .O primeiro programa a fazer esta substituição foi a TV Globinho em 2000 e posteriormente,o SBT desenvolveria um novo formato.No qual,se basea na interatividade.Por meio de ligações telefônicas para o programa,os apresentadores sorteam prêmios por meio de brincadeiras com a participação dos telespectadores.o maior expoente deste período é a menina Maisa Silva que desde os quatro anos apresenta o Bom Dia & Cia com uma desenvoltura considerada precoce para sua idade.

Jornalismo sensacionalista

Durante a década de 1990, junto do crescimento da violência nas grandes cidades brasileiras, a programação da TV no fim da tarde começou a ser tomada pelos programas de jornalismo sensacionalista. O primeiro foi o Aqui Agora (SBT). Inspirado neste, surgiram Cidade Alerta (Record), Brasil Urgente (Band), 190 Urgente (CNT) e Repórter Cidadão (RedeTV!).
O principal componente dos programas é o apresentador, que na maioria dos programas adiciona um tom sério porém sensacionalista a reportagens geralmente de tragédias ou perseguições. É muito comum também encontrar as "unidades móveis" do programa que andam pelo centro da cidade seguindo a polícia em algum tipo de missão. Os helicópteros também são um recurso utilizado, geralmente para mostrar engarrafamentos. Outra atitude comum dos apresentadores é cobrar a polícia por mais ação diante do comportamento dos criminosos.
Este tipo de programa explora a degradação humana bem como é o pano de fundo para as praticas comerciais não sendo em nenhum momento um programa jornalistico de verdade.
Nos estados da Região Norte e Região Nordeste e outros há uma explosão de programas policiais locais, exibidas no horário de almoço que muitas vezes chegam a ficar na liderança derrotando as afiliadas Rede Globo no Ibope. As afiliadas do SBT, Rede Record, Rede Bandeirantes, RedeTV! e a TV Diário (via Parabólica) são as que mais investem nesse tipo de programa.

Programa de auditório

Programa de auditório é um gênero de atração de rádio e televisão. O que define genéricamente o formato é a presença de uma platéia composta por visitantes de origens diversas que assistem ao programa e interagem através de aplausos, vaias e outras manifestações orientados ou não por uma assistente. Nestes programas também é comum a participação da platéia em provas, brincadeiras e entrevistas promovidas. Em alguns casos os visitantes recebem prêmios por participar e/ou vencer uma competição.

No Brasil
Silvio Santos
Na televisão brasileira, dois ícones a serem citados são Abelardo Barbosa (Chacrinha) e Silvio Santos. O primeiro, fenômeno de audiência até sua morte, em 1988, interagia com o auditório e animava-o com bordões famosos como "Vocês querem bacalhau?". O segundo apresenta até hoje uma série de programas no SBT, do qual é proprietário, sempre com sua platéia composta quase absolutamente por mulheres.
Existem dois formatos de auditório: o formato europeu, usado em sua maioria na Globo e Record, onde a plateia é distribuída em formato "tobogã" (plateia alta acima, plateia baixa abaixo), e o fomato "americano/mexicano", usado noPrograma Silvio Santos com uma plateia na horizontal, possibitando interatividade direta do apresentador com os espectadores.

Histórico dos programas de auditório no Brasil
Em 1955 estreou na TV Rio o Programa de Gala, apresentado também na Rede Globo e na TV Tupi. Por ele passaram nomes como Oscarito, João Gilberto, Ema D'Ávila, Walter D'Ávila, Luís Delfino, Chico Anysio, Carmen Verônica, Íris Bruzzi e Márcia de Windsor.
Em 1957, estreava na TV Tupi do Rio de Janeiro o programa Um Instante Maestro, apresentado por Flávio Cavalcanti, polêmico apresentador que marcaria a TV brasileira nas décadas de 1960 e 1970.
Paulo Gracindo e Sílvia Bandeira apresentaram na Rede Globo o 8 ou 800 onde os participantes respondiam perguntas sobre temas específicos e continuavam através das semanas, como no atual Vinte e Um, do SBT. Outro programa de perguntas e respostas de sucesso foi o O Céu é o Limite, apresentado por Jota Silvestre, que tinha como bordão "Resposta absolutamente certa".
Hebe Camargo apresentou diversos programas na televisão brasileira, como Calouros em Desfile, Hebe Comanda o Espetáculo, Com a Mão na Massa, O Mundo é das Mulheres e Maiôs à Beira-Mar, na década de 1950. Estreou seu programa na TV Record em 1966 e foi líder de audiência por três anos. Passou pela Band e desde 1986 estava no SBT apresentando o tradicional Hebe às segundas-feiras, estreando o programa na RedeTV! a partir de 2011.
Abelardo Barbosa, o Chacrinha, apresentou três programas de auditório de muito sucesso: Discoteca do Chacrinha, Buzina do Chacrinha e a Hora do Chacrinha, sendo Hora do Chacrinha o primeiro programa de calouros da televisão brasileira.
Silvio Santos estreou em 1966, na TV Globo, com um programa de quatro horas de duração nas tardes de domingo. Desde então os domingos à tarde passaram a ser marca registrada de Silvio. Seu programa era composto por gincanas, premiações e música. Em 1976 migrou para a TVS e em 1981 para o SBT. Seu "pacote" de programas é um dos mais antigos ainda em atividade da televisão brasileira. As atrações sempre se renovam contando com show de calouros, concursos de dança, game shows entre outros.
Rivais na audiência com Domingão do Faustão e Domingo Legal, Fausto Silva e Augusto Liberato começaram, respectivamente, nos programas Perdidos na Noitee Viva a Noite. Outro marco da época moderna da televisão foi o Programa Livre, de Serginho Groisman, que estreou em 1991. O programa era composto por uma platéia de jovens que interagiam diretamente com os convidados fazendo perguntas e debatendo temas. O formato do programa está sendo reutilizado no Altas Horas, também de Serginho.

Programa de auditório

Programa de auditório é um gênero de atração de rádio e televisão. O que define genéricamente o formato é a presença de uma platéia composta por visitantes de origens diversas que assistem ao programa e interagem através de aplausos, vaias e outras manifestações orientados ou não por uma assistente. Nestes programas também é comum a participação da platéia em provas, brincadeiras e entrevistas promovidas. Em alguns casos os visitantes recebem prêmios por participar e/ou vencer uma competição.

[editar]No Brasil




Silvio Santos

Na televisão brasileira, dois ícones a serem citados são Abelardo Barbosa (Chacrinha) e Silvio Santos. O primeiro, fenômeno de audiência até sua morte, em 1988, interagia com o auditório e animava-o com bordões famosos como "Vocês querem bacalhau?". O segundo apresenta até hoje uma série de programas no SBT, do qual é proprietário, sempre com sua platéia composta quase absolutamente por mulheres.

Existem dois formatos de auditório: o formato europeu, usado em sua maioria na Globo e Record, onde a plateia é distribuída em formato "tobogã" (plateia alta acima, plateia baixa abaixo), e o fomato "americano/mexicano", usado noPrograma Silvio Santos com uma plateia na horizontal, possibitando interatividade direta do apresentador com os espectadores.


Histórico dos programas de auditório no Brasil

Em 1955 estreou na TV Rio o Programa de Gala, apresentado também na Rede Globo e na TV Tupi. Por ele passaram nomes como Oscarito, João Gilberto, Ema D'Ávila, Walter D'Ávila, Luís Delfino, Chico Anysio, Carmen Verônica, Íris Bruzzi e Márcia de Windsor.

Em 1957, estreava na TV Tupi do Rio de Janeiro o programa Um Instante Maestro, apresentado por Flávio Cavalcanti, polêmico apresentador que marcaria a TV brasileira nas décadas de 1960 e 1970.

Paulo Gracindo e Sílvia Bandeira apresentaram na Rede Globo o 8 ou 800 onde os participantes respondiam perguntas sobre temas específicos e continuavam através das semanas, como no atual Vinte e Um, do SBT. Outro programa de perguntas e respostas de sucesso foi o O Céu é o Limite, apresentado por Jota Silvestre, que tinha como bordão "Resposta absolutamente certa".

Hebe Camargo apresentou diversos programas na televisão brasileira, como Calouros em Desfile, Hebe Comanda o Espetáculo, Com a Mão na Massa, O Mundo é das Mulheres e Maiôs à Beira-Mar, na década de 1950. Estreou seu programa na TV Record em 1966 e foi líder de audiência por três anos. Passou pela Band e desde 1986 estava no SBT apresentando o tradicional Hebe às segundas-feiras, estreando o programa na RedeTV! a partir de 2011.

Abelardo Barbosa, o Chacrinha, apresentou três programas de auditório de muito sucesso: Discoteca do Chacrinha, Buzina do Chacrinha e a Hora do Chacrinha, sendo Hora do Chacrinha o primeiro programa de calouros da televisão brasileira.

Silvio Santos estreou em 1966, na TV Globo, com um programa de quatro horas de duração nas tardes de domingo. Desde então os domingos à tarde passaram a ser marca registrada de Silvio. Seu programa era composto por gincanas, premiações e música. Em 1976 migrou para a TVS e em 1981 para o SBT. Seu "pacote" de programas é um dos mais antigos ainda em atividade da televisão brasileira. As atrações sempre se renovam contando com show de calouros, concursos de dança, game shows entre outros.

Rivais na audiência com Domingão do Faustão e Domingo Legal, Fausto Silva e Augusto Liberato começaram, respectivamente, nos programas Perdidos na Noitee Viva a Noite. Outro marco da época moderna da televisão foi o Programa Livre, de Serginho Groisman, que estreou em 1991. O programa era composto por uma platéia de jovens que interagiam diretamente com os convidados fazendo perguntas e debatendo temas. O formato do programa está sendo reutilizado no Altas Horas, também de Serginho.

Séries de televisão



Apesar de bastante apreciadas entre alguns nichos de mercado brasileiros, as séries de televisão não são tão difundidas como as telenovelas, mas têm grande importância na dramaturgia nacional. No entanto, o número de séries dramáticas brasileiras é um tanto pequeno se comparado ao de séries humorísticas. Isto se deve principalmente à apreciação do público pelas telenovelas, concorrentes diretas no gênero.


Evolução


Os oito integrantes de A Turma do Sete
Inicialmente, no período que compreende da criação da TV Tupi até 1963, quando as telenovelas passaram a ser diárias, as séries foram amplamente produzidas no Brasil.
A primeira série brasileira, Rancho Alegre, estreou na TV Tupi em 20 de setembro de 1950, dois dias após a inauguração da televisão brasileira. Estrelada por Mazzaropi, a atração humorística foi exibida até 1954. Em 1952 estreou a primeira série infantil brasileira, Sítio do Picapau Amarelo, baseada na obra de Monteiro Lobato, na TV Tupi. Em 1953 estreou na Tupi a primeira sitcom brasileira, Alô, Doçura!, baseado na estadunidense I Love Lucy.
Em 1954, a TV Record estréia Capitão 7, série de super-herói cujo nome representa o número do canal na capital paulista. Também na TV Record, a infantil A Turma do Sete estreou em 1959. Curiosamente, diferente do título, a tal turma era formada por oito integrantes. Isto se deveu ao teste de elenco feito por um garoto que foi tão bem sucedido que forçou a equipe a integrar mais uma personagem ao elenco.
As tramas policiais também tiveram vez com 22-2000 Cidade Aberta (1965-1966), da TV Globo, e O Vigilante Rodoviário(1961-1962), da TV Tupi.
Tradicional na televisão brasileira, A Família Trapo estreou em 1967 e foi ao ar até 1972. A série foi líder de audiência na televisão brasileira por três anos consecutivos e era transmitida ao vivo, com os erros de gravação indo ao ar. Seu formato foi adotado em séries posteriores, como Sai de Baixo de 1996, e Meu Cunhado, de 2004 — o segundo também estrelado por Ronald Golias, mas sem platéia.
A produção de séries infantis na TV Cultura atingiu ápice com Mundo da Lua, de 1991.
Nos anos 2000, a televisão brasileira "sofre" uma invasão de séries humorísticas, tais como Os Normais e A Grande Família (remake), de 2001, Sexo Frágil, de2003, Sob Nova Direção, A Diarista e Os Aspones de 2004, Minha Nada Mole Vida e Avassaladoras, a Série, de 2006, Toma Lá Dá Cá e O Sistema, de 2007 eDicas de um Sedutor, de 2008. Também é sucesso uma vertente demonstrada nos cinemas: a periferia. Com isto, são produzidas as séries Cidade dos Homens, de 2001, Turma do Gueto, de 2003, e Antônia, de 2006. As séries infantis contam com Ilha Rá-Tim-Bum, Vila Sésamo e Um Menino Muito Maluquinho.

Situações rotineiras em telenovelas brasileiras

s rotineirsNas telenovelas muitas vezes se repetem fatos já ocorridos em outras telenovelas, os chamados clichês, apesar de que isso não seja uma generalização. Alguns eventos comuns que ocorrem em telenovelas brasileiras atuais são:
Casais que se apaixonam à primeira vista e terminam a trama juntos.
Pais de criação não serem pais biológicos de alguns personagens.
Integrar à trama temas cotidianos polêmicos, tais como preconceito, violência e consumo de drogas.
Vilões capazes de armar situações que fogem do conceito do cotidiano para prejudicar o casal principal.
Uso de recursos clichês para conduzir a trama, como "quem matou" onde um personagem é assassinado misteriosamente e o responsável somente é revelado no último capítulo.
Dependendo do local onde a telenovela é retratada, apresenta pessoas e paisagem diferentes e altamente caricatas. Por exemplo, se a telenovela é feita no Maranhão, é comum que tenha uma grande quantidade de mulheres negras, praias desertas e casas antigas; se a telenovela é feita em Pernambuco, é comum ter pessoas com uma grande quantidade de filhos e falando com sotaque exagerado; se a telenovela é feita em São Paulo, é comum ter uma grande quantidade de empresários ricos.
Entre outros fatores comuns estão, devido a pesquisas de público e classificação indicativa, gêneros de telenovelas comuns a determinados horários. Telenovelas de temática infantil e jovem são exibidas, geralmente, na faixa horária entre 17h e 20h. As chamadas "água-com-açúcar", novelas leves que visam somente entreter e não têm grandes perspectivas de retratar a realidade, são exibidas na faixa horário entre 18h e 19h. No horário das 19h às 20h encontram-se telenovelas leves e/ou cômicas. A partir das 8h até a meia-noite, as tramas são mais elaboradas e abortam assuntos do cotidiano. Conseqüentemente, são mais assistidas e tornam-se assuntos de discussões do público. As reprises ocorrem nos mais diversos horários, sendo a faixa horária mais clássica, a exibida nas tardes da Rede Globo dentro da sessão Vale a Pena Ver de Novo.

Produção

No Brasil, a maior produtora de telenovelas é a Rede Globo, que atualmente mantém quatro horários padrões de transmissões: telenovela das nove (às 21h10) e as quartas (às 20h58), das sete (às 19h30, das seis (às 18h25) e das onze (às 23h00) e as quartas (às 23h45) e as sextas (às 23h30), intercaladas por telejornais, além do folhetim Malhação (às 17h55). A Rede Record é a segunda maior produtora de telenovelas nacionais com dois horários: às 20h30 e às 22h15, tendo chegado a criar um terceiro horário com o folhetim Alta Estação. O SBT e a Bandeirantes também seguem na produção de telenovelas, principalmente com adaptações de textos mexicanos e argentinos, respectivamente. No entanto, as emissoras brasileiras que mais foram bem-sucedidas na produção de telenovelas (além da Rede Globo) foram as hoje extintas TV Tupi e Rede Manchete.
A TV Tupi, que foi a primeira emissora latino-americana a produzir telenovelas, produziu tramas de grande público e qualidade televisiva tais como: O Direito de Nascer, Beto Rockfeller, Antônio Maria, Nino, o Italianinho, Mulheres de Areia, A Viagem, Ídolo de Pano, Meu Rico Português, O Profeta e Aritana até a sua extinção em 1980. Já a Rede Manchete também produziu sucessos como Dona Beija, Corpo Santo, Helena, Carmem, Kananga do Japão, A História de Ana Raio e Zé Trovão, Xica da Silva, e principalmente, Pantanal, que obteve mais de 40 pontos de audiência e introduziu algumas mudanças nas produções de outras emissoras, principalmente na Rede Globo, a qual na época criou um horário experimental de telenovelas às 21:30 horas, exibindo a telenovela Araponga. Por essas razões, Tupi e Manchete são, depois da Globo, as emissoras brasileiras mais conhecidas no mundo, ainda que não estejam mais no ar.
As maiores produtoras e exportadoras de telenovelas do mundo são a Globo e a Televisa, do México, que produz dezesseis telenovelas por ano, porém muitas são versões mexicanas de novelas argentinas e colombianas enquanto a Rede Globo produz seis, originalmente brasileiras, conseqüentemente, elas são mais bem elaboradas. As tramas da Televisa são feitas com baixos investimentos, tanto que a empresa mexicana tem um faturamento menor do que o da Rede Globo com exportações de telenovelas. As mexicanas entretanto fazem mais sucesso do que as da Globo em escala mundial - possivelmente pelo fato de que a Globo faz seus folhetins focando no mercado nacional, com muitas referências e regionalismos (a maior parte das telenovelas se passa no Rio de Janeiro, enquanto a Televisa faz suas produções focando no mercado internacional.
A Record atualmente investe pesado no gênero telenovela. O equipamento usado por essa emissora, chega a ser comparado com o equipamento usado pelos estúdios de Hollywood. A Bandeirantes também já produziu telenovelas de destaque, entre elas destaca-se Os Imigrantes da autoria de Benedito Ruy Barbosa de 1981 e recentemente vem apostando no gênero infanto-juvenil com Floribella e Dance Dance Dance, além da luso-brasileira Paixões Proibidas.
No mundo existem outras produtoras de telenovelas como a Telefé na Argentina, TV Azteca no México, principal concorrente da Televisa naquele país, entre outras

Telenovelas no exterior



Lucélia Santos, famosa por interpretar Isaura em Escrava IAtualmente as telenovelas brasileiras são exportadas para mais de 120 países. A primeira produção do gênero a entrar no ar fora do Brasil foi O Bem Amado (1973), escrita por Dias Gomes e exibida pela Rede Globo. A Escrava Isaura (1976), também da Globo, fez enorme sucesso, sendo vendida para mais de oitenta países[2] e até pouco tempo, foi a telenovela mais exportada, título que agora[3] pertence a Da Cor do Pecado (100 países), logo após vem "Terra Nostra", em segundo lugar com 95 países, seguido de "O Clone" (90 países) e assim por diante. Só a Globo, a líder do mercado, fatura cerca de 150 milhões de dólares anualmente com a venda de telenovelas ao exterior.
As telenovelas brasileiras acabam tendo um caminho difícil no exterior, por serem muito voltadas para o Brasil. Poucas telenovelas foram feitas para o mercado externo:
Sinhá Moça (1986), devido a grande vendagem de A Escrava Isaura, seria uma nova versão, trazendo Lucélia Santos eRubens de Falco. Fez enorme sucesso na China, país onde Lucélia Santos é ídolo.
Esperança (2002), por Terra Nostra (1999) ser a telenovela brasileira mais vendida de todos os tempos, a Globo decidiu fazer uma seqüência, apesar das comparações entre as telenovelas enfurecerem o autor Benedito Ruy Barbosa. Mesmo assim, a telenovela foi chamada de Terra Nostra 2 na Itália. A história muito parecida com a original, aliada a acidentes nas gravações, péssima avaliação da crítica, Horário Eleitoral Gratuito de cinqüenta minutos entre a telenovela e o Jornal Nacional, fazendo o público desligar a TV e a substituição do autor, devido a problemas de saúde, por Walcyr Carrasco, que alterou bastante a história e até a personalidade de personagens contribuíram para seu fracasso.
Roque Santeiro (Dias Gomes), foi exportada para inúmeros países, a ponto de fazer a atriz principal, Regina Duarte("Porcina"), um ídolo em Cuba (outro papel que também a consagrou na ilha foi a Raquel de Vale Tudo). A trama também fez grande sucesso em Angola a ponto de uma feira local ter o mesmo nome da novela.
Vale Tudo (Gilberto Braga), outra grande novela, foi exportada para vários países e também fez estrondoso sucesso, a ponto de ganhar uma versão hispânica via Telemundo dos EUA. Vale Tudo fez tanto sucesso em Cuba, que influenciou no nome da rede de restaurantes privados na ilha: "Paladares", numa alusão ao restaurante de Raquel (Regina Duarte).
Telenovelas "jovens" (das sete, no caso) também fizeram sucesso no exterior, apesar desse fato não ser divulgado pela televisão. Top Model (Antonio Calmon e Walter Negrão) fez sucesso em Portugal, Alemanha, Rússia, Hungria, México(a ponto de fazerem uma versão local - mal-sucedida - da trama) e outros países da América Latina. Vamp (Antonio Calmon) fez sucesso em Portugal, República Dominicana, Chile, Peru, México e Venezuela.
Pantanal (Benedito Rui Barbosa), da extinta TV Manchete, foi a única telenovela fora da Rede Globo que fez grande sucesso no exterior, principalmente emPortugal e na América Latina.
Começar de Novo e Como Uma Onda (ambas de 2004): telenovelas produzidas em homenagem aos maiores mercados das telenovelas brasileiras (Rússia ePortugal respectivamente). No entanto, não fizeram grande sucesso no Brasil[4][5].
Na Itália, país que não possui tradição em telenovelas, as produções brasileiras voltam a conhecer uma fase de euforia com o lançamento de Terra Nostra, em setembro de 2000. De acordo com o Diretor de divisão internacional da Rede Globo, Carlos Alberto Simonetti, vários eventos com a presença dos protagonistasforam programados para o lançamento da telenovela.
Nos últimos cinco anos, algumas das telenovelas mais comercializadas foram Renascer (1993), O Rei do Gado (1997) e Por Amor (1998).
A partir dos anos 90 surgira as co-produções entre emissoras brasileiras e estrangeiras, para facilitar a comercialização. A primeira foi Lua Cheia de Amor (1991), da Globo, em parceria com a RTVE, da Espanha. Seguiu-se Pedra sobre Pedra, de Aguinaldo Silva, e Mulheres de Areia, de Ivani Ribeiro, ambas co-produções com a TV portuguesa RTP1. Paixões Proibidas, da Bandeirantes, também seguiu o caminho em parceria com a RTP.

Propaganda na telenovela

pagandaAs telenovelas adquirem forte caráter mercadológico pela empatia que se estabelece entre o público e as personagens. O merchandising vem paulatinamente sendo cada vez mais usado nas telenovelas: são introduzidos anúncios cada vez menos discretos durante as cenas e até mesmo nas vinhetas de abertura, como em Bambolê e Top Model. Também são usadas inserções não comercializadas, mas que pretendem informar o telespectador sobre problemas imediatos, de utilidade pública. Na telenovela O Rei do Gado, de 1997, por exemplo, da Rede Globo, em vários momentos foi ressaltada a necessidade de os produtores vacinar o gado contra a febre aftosa. A veiculação de mensagens de caráter educativo, de prevenção de doenças e combate ao consumo de drogas são exemplos de um considerável avanço da teledramaturgia brasileira, já que as telenovelas, em princípio, não têm como escopo educar, mas somente de entreter.
O autor de telenovelas não tem que, obrigatoriamente, aceitar a inserção, no enredo, de um anúncio publicitário. Porém o fato de fazê-lo, segundo alguns deles, estabelece uma maior identificação dos telespectadores com os personagens, já que, na vida real, todas as pessoas vão ao caixa eletrônico, compram livros, escovam os dentes, etc. Espera-se no entanto que o autor use essas inserções com critérios bem definidos, de modo a não se chocar com o roteiro, o que pode comprometer o andamento da trama.

Teledramaturgia no Brasil


A teledramaturgia surgiu no Brasil na década de 1950 e acabou por tornar-se o produto televisivo mais popular do país. A telenovela caracteriza-se por explorar enredos de fácil aceitação pelo público, como histórias de amor e conflitos familiares e sociais. É comum a associação da novela como um produto descartável, como uma oposição a literatura, ao cinema ou ao teatro, o que pode denotar um certo preconceito, visto que é um produto voltado a pessoas de todos os níveis sociais. Funciona como uma espécie de obra aberta, cujo desenvolvimento e desfecho podem ser alterados a qualquer momento, de acordo, principalmente, com os índices de audiência (Ibope), ou seja, segundo o interesse imediato do público na história.






Evolução


Em 21 de Dezembro de 1951 foi ao ar a primeira tentativa de se realizar uma história seqüencial: Sua Vida Me Pertence, original de Walter Forster, transmitida às terças e quintas-feiras ao vivo, devido ao vídeo tape ainda não ter sido inventado. No início, as telenovelas, em sua maioria, eram adaptações de obras literárias, como Os Miseráveis, de Victor Hugo.
A telenovela diária apareceu apenas em 1963: a TV Excelsior exibe 2-5499 Ocupado, de Dulce Santucci. O primeiro grande sucesso de audiência veio com O Direito de Nascer (1964 - 1965), apresentada pela TV Tupi. A partir daí, as emissoras começaram a produzir telenovelas sistematicamente. Beto Rockfeller (1968 -1969), de Bráulio Pedroso, exibida pela Tupi, revolucionou o gênero ao tratar da realidade brasileira e usar linguagem coloquial.
Com o aprimoramento dos recursos técnicos, atores e autores migraram do cinema e do teatro para a televisão, atraídos também por melhores salários. Em meados dos anos 60, muitos autores de teatro passaram a escrever telenovela, como Dias Gomes, Lauro César Muniz, Ivani Ribeiro e Cassiano Gabus Mendes.
A década de 1970 marcou o início da hegemonia da Rede Globo na produção de telenovelas, que se mantém até hoje. Janete Clair, autora de Irmãos Coragem,Selva de Pedra e Pecado Capital, entre outras, tornou-se a principal autora de telenovelas do período. Também foi o período no qual feitas as primeiras produções em cores, sendo a primeira O Bem-Amado, em janeiro de 1973. Em 1975, começam as produções do horário das seis na Globo, normalmente adaptações de clássicos da literatura. Essas adaptações lançam o novato Gilberto Braga, autor de Helena, Senhora, Escrava Isaura e Dona Xepa. Devido ao sucesso desta última, Gilberto é promovido para o horário das 8, onde escreve Dancin' Days, um marco da teledramaturgia nacional que influenciou, inclusive, a abertura de diversas discotecas pelo Brasil a exemplo da retratada na novela.
Nos anos 80, a emissora lançou as minisséries, que se destacam pela sofisticação da produção e pela adaptação de clássicos da literatura brasileira, como O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo. Nesta década, destacam-se também as telenovelas das 7, marcadas pela comédia e por um sucesso muitas vezes maior do que as telenovelas das oito da época, vide a audiência de Elas por elas, Guerra dos Sexos, Vereda Tropical, Cambalacho, Brega & Chique e Que Rei Sou Eu?. Essas telenovelas consagram Cassiano Gabus Mendes, que implantou um estilo mais comédia ao horário das 7, e Sílvio de Abreu, que inovou com a comédia pastelão de suas tramas.
Os anos 90 começaram com um grande sucesso: Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, na Rede Manchete, que chegou a picos de 40 pontos no Ibope e ameaçou a soberania e audiência da Rede Globo. Mas as produções posteriores não mantiveram o mesmo nível. Só em 1996 a emissora voltou a ter audiência considerável, com Xica da Silva, de Walcyr Carrasco (sob o pseudônimo de Adamo Angel). Em 1998, a Rede Manchete - já em fase de falência - resolveu investir doze milhões de reais na adaptação da obra de Paulo Coelho: Brida. Apesar da revelação do talento da atriz Carolina Kasting no papel de Brida, o resultado não foi o esperado pela Manchete, que faz de tudo para aumentar os baixos índices de audiência. No final, a telenovela teve seu desfecho narrado por um locutor, pois todo o elenco entrou em greve, movendo uma ação conjunta no Ministério do Trabalho para receber os salários atrasados. Brida se tornou outra das poucas telenovelas no Brasil que não teve final exibido, a exemplo de Como Salvar Meu Casamento, na época de falência da Rede Tupi.
O SBT reativou seu núcleo de dramaturgia em 1994 e exibiu Éramos Seis, adaptação do romance homônimo de Maria José Dupré. Em 1995 a emissora contratou três dos maiores autores da época: Glória Perez, Benedito Ruy Barbosa e Walter Negrão, que rescindiram o contrato e voltaram para à Rede Globo, que teria prometido assumir o ônus no caso de uma derrota judicial nas ações movidos pelo SBT contra os autores. Entretanto, a emissora continua a veicular produções mexicanas, como Marimar e Maria do Bairro, estreladas pela atriz e cantora Thalía. A última produção nacional do SBT foi Fascinação, de 1998. A Rede Bandeirantes apostou no sistema de co-produção com produtoras independentes. O resultado dessa parceria são as telenovelas A Idade da Loba e O Campeão, ambas de 1995. Também em 1995, na Rede Globo, era lançada Malhação, um folhetim com temática jovem com objetivo principal de revelar novos atores para as produções da casa.
Após uma interrupção de 24 anos - a última produção havia sido Meu Adorável Mendigo, de 1973 - a Rede Record começou novamente a produzir telenovelas.Canoa do Bagre, de 1997, iniciou uma nova fase de produções. Apesar dos baixos índices no Ibope, a Record não desistiu e lançou, em média, duas produções por ano, apresentando também telenovelas produzidas no México como Olhar de Mulher em 2000 e na Venezuela como Joana, a Virgem em 2002.
Nos anos 2000, o SBT intensifica a produção de versões nacionais de telenovelas estrangeiras, principalmente mexicanas. Após o sucesso de Chiquititas, co-produção com a argentina Telefé, a emissora lança novelas como Pícara Sonhadora, Amor e Ódio, Marisol, Pequena Travessa, Jamais te Esquecerei, Canavial de Paixões, Seus Olhos, Esmeralda, Os Ricos Também Choram, Cristal, Maria Esperança e, mais recentemente, Amigas e Rivais, que não foram produções absolutamente contínuas, tendo suas transmissões intercaladas com telenovelas mexicanas.
As principais tendências do período na teledramaturgia nacional foram as produções de época. Com o lançamento de minisséries como Hilda Furacão e Chiquinha Gonzaga, a Rede Globo percebeu os altos índices de audiência e apostou em superproduções. Dois exemplos são a telenovela Força de um Desejo, de Gilberto Braga, e Terra Nostra, de Benedito Ruy Barbosa.
Em 2004, após uma tentativa frustrada com Metamorphoses, a Rede Record retoma às produções de telenovelas com o lançamento de A Escrava Isaura, passando ao posto de segunda maior produtora nacional na categoria. Nos anos a concorrência com a Rede Globo aumenta, sendo esta batida com freqüência por produções como Prova de Amor, Vidas Opostas e Caminhos do Coração. Ao mesmo tempo, a Rede Globo passa por uma crise em suas novelas, que registram queda de audiência, sobretudo no horário das sete onde os índices só subiram com as duas primeiras telenovelas do novato João Emanuel Carneiro, Da Cor do Pecado e Cobras & Lagartos.
Com a chegada da televisão digital no Brasil, em 2007, as primeiras produções transmitidas com a alta definição suportada pelo formato são Duas Caras, da Rede Globo, e Dance Dance Dance, da Band.
Os autores mais importantes da atualidade são, entre outros, Gilberto Braga (Celebridade), Silvio de Abreu (Belíssima), Aguinaldo Silva (Senhora do Destino),Glória Perez (O Clone), Manoel Carlos (Páginas da Vida), Walcyr Carrasco (Alma Gêmea), João Emanuel Carneiro (Da Cor do Pecado), todos da Rede Globo, além de Tiago Santiago (Prova de Amor), Marcílio Moraes (Vidas Opostas e A Lei e o Crime), Lauro César Muniz (Cidadão Brasileiro), Gisele Joras (Amor e Intrigas), Ana Maria Moretzsohn (Luz do Sol) e Cristianne Fridman (Chamas da Vida), da Rede Record, além também de Íris Abravanel (Revelação), Tiago Santiago (Uma Rosa com Amor), do SBT. Entretanto, vem ganhando força a tendência do trabalho conjunto na autoria das tramas, antes, quase sempre, restrita a um único escritor. Um exemplo disso é a dupla Ricardo Linhares e Gilberto Braga, autores de Paraíso Tropical (2007), e Bosco Brasil e Cristianne Fridman, autores de Bicho do Mato (2006).

domingo, 9 de outubro de 2011

Década de 1950


Nos anos 1950, a TV teve no Brasil um caráter de aventura, sendo os primeiros anos marcados pela aprendizagem, com improvisos ao vivo (não havia ainda o videotape). O alto custo do aparelho televisor - que era importado - restringia o seu acesso às classes mais abastadas. Os recursos técnicos eram primários, dispondo as emissoras apenas do suficiente para manter as estações no ar.
Assis Chateaubriand queria aumentar seu conglomerado de mídia Diários Associados, e para isso, resolveu trazer a televisão para o Brasil. Como na época o equipamento não era produzido no país, toda a aparelhagem teve de ser trazida dos Estados Unidos.
Junto aos seus funcionários, foi buscar todos os equipamentos que chegaram por navio no porto de Santos no dia 25 de março de 1950, no litoral do estado de São Paulo. Os equipamentos eram todos encomendados da Radio Corporation of America (RCA). Antes disso, já havia realizado uma pré-estréia com uma apresentação do Frei José Mojica, um padre cantor mexicano. As imagens geradas não passaram do saguão do prédio dos seus Diários Associados, que possuía alguns aparelhos de televisão instalados.
Em 10 de setembro, é realizada uma transmissão pela TV Tupi ainda em sua fase experimental. O conteúdo exibido era um filme onde o ex-presidente brasileiro Getúlio Vargas relatava seu retorno à vida política.
Então, no dia 18 de setembro de 1950, Assis realiza seu grande sonho: coloca no ar oficialmente a TV Tupi canal 3 de São Paulo, PRF-3 TV. O transmissor de televisão comprado da RCA foi colocado no topo do prédio Banco do Estado de São Paulo. As imagens são geradas a partir de um estúdio localizado na Rua 7 de Abril, no centro da cidade. Uma célebre frase é dita por uma jovem criança de 5 anos de idade: "está no ar a televisão no Brasil". O logotipo do canal era um pequeno índio, e a garota estava vestida a caráter.
Na época a programação era improvisada e gerada completamente ao vivo. Os imprevistos ocorriam freqüentemente; somente na inauguração do canal uma câmera importada estragou poucas horas antes de entrar no ar, e todo o programa foi feito com somente uma câmera. Como não havia televisores ainda em São Paulo e nem outro lugar do país, Chateaubriand espalhou 200 aparelhos em lugares "estratégicos" da cidade de São Paulo.

Hebe Camargo, uma das pioneiras na televisão Brasileira.
Conta-se que estes aparelhos, importados, não conseguiriam chegar ao país no dia da primeira transmissão por problemas alfandegários. Sabendo disso, Chateaubriand utilizou de sua influência, que atingia diversos âmbitos, e antecipou a chegada destes aparelhos.
O primeiro programa criado especialmente para a televisão foi TV na Taba, cuja apresentação ficava a cargo de Homero Silva. Além dele, Lima Duarte, Hebe Camargo, Mazzaropi, Ciccilo, o balé de Lia Aguiar, Vadeco, Ivon Cury, Wilma Bentivegna, Aurélio Campos, o jogador Baltazar, a orquestra de George Henri e apoetisa Rosalina Coelho Lisboa também participavam.
A TV Tupi também foi a primeira a produzir e veicular um telejornal no Brasil. Imagens do Dia foi ao ar em 19 de setembro sem horário fixo, geralmente indo ao ar às 21:30 ou 22:00. As matérias eram filmadas com película de 16 milímetros e muitas vezes tinham de ser revelados e levados de avião para São Paulo ou Rio de Janeiro, quase sempre chegando em cima da hora.
A televisão continuava com audiência não muito significativa, pois todos os televisores tinham de ser importados. Mesmo assim, Chateaubriand conseguiu vender um ano de espaço publicitário para algumas empresas.
O primeiro teleteatro estréia em novembro daquele ano. A Vida por um Fio (baseado no norte-americano Sorry, Wrong Number) era um drama policial com Lima Duarte, Lia de Aguiar, Walter Forster, Dionísio Azevedo e Yara Lins, contando a história de uma mulher estrangulada pelo marido com um fio de telefone.
Em 22 de novembro as concessões do governo passam a existir. Ganharam as primeiras concessões a TV Tupi, a TV Record, canal 7 de São Paulo e a TV Jornal do Commercio, canal 2 de Recife.
Em janeiro de 1951, é inaugurada por Assis Chateaubriand a TV Tupi do Rio de Janeiro (canal 6), o segundo canal de TV do país. Os dois canais operavam de forma independente um do outro, pois não havia na época satélite nem torres de transmissão ou videotape, sendo a programação de cada canal transmitida ao vivo.
Outros canais pioneiros dos anos 1950 foram:
  • a TV Paulista, canal 5 de São Paulo, inaugurada em março de 1952;
  • a TV Record, canal 7 de São Paulo, inaugurada em setembro de 1953;
Com a inauguração desses canais, São Paulo passou a ter em fins de 1953 três canais, e o Rio de Janeiro um canal (TV Tupi).
Aos poucos, o grupo dos Diários Associados inaugurava outras emissoras de TV pelo país. Em 1955, inaugurou-se a TV Itacolomi, canal 4 de Belo Horizonte. Em 1959 surgia a primeira emissora de TV do Rio Grande do Sul: a TV Piratini, canal 5 de Porto Alegre. Essas e outras emissoras do grupo pertencente a Assis Chateaubriand, inauguradas nos anos seguintes, formariam a Rede Tupi de Televisão na década de 1970.
Primeiro dia da TV TUPI 
Primeira apresentação musical da televisão brasileira em 1950
HEBE CAMARGO E IVON CURY